sábado, 24 de junho de 2017

O medo é o pior inimigo dos trabalhadores.

Todas essas postagens sobre essa luta é um pedido pessoal do Nilo.
https://drive.google.com/open?id=0B2-ug3ZgcxVxR0o3SWw4Yy10NVk 

    As críticas ao Nilo são covardes e desleais. As desculpas para deixar dois trabalhadores sozinhos na Manifestação são esfarrapadas e ridículas. Porque as pessoas mentem?
 
    É só dizerem que preferem ficar na comodidade. Agora, dizerem que só vão à luta se o companheiro de frente souber falar o português correto é sacanagem.

    Trabalhei seis anos aí. Lutei lado a lado com Nilo e outros trabalhadores de fibra e nesse Blog, desde 2011, tentando o que se mostrou impossível (pelo menos para mim): ativar a consciência coletiva dos trabalhadores da necessidade de união e de luta.

    Por anos, eu, Nilo, João Carlos e alguns outros íamos ao sindicato, muitas das vezes até três vezes na semana saindo de lá onze horas da noite... É verdade, nadamos e morremos na praia. Mas, a culpa foi dos próprios trabalhadores, não daquela meia dúzias de operários que iam para cima deles, se posicionavam nas escadarias da barbearia, no do Arsenal de Marinha, e nas ruas.

    Conheço o pensamento dos trabalhadores do arsenal, FAJ e LFM. Sem dúvidas vocês sentem medo de serem punidos pela administração-militar arcaica dessa Estatal, não se envolvem nas lutas por direitos por se preocupar com seus empregos e famílias. Mas é exatamente por isso que Nilo tem toda razão por dizer o que diz: ele se sente injustiçado, traído e humilhado quando o chamam de maluco e analfabeto, quando, na verdade, ele é um guerreiro com consciência político-social e sabe que os trabalhadores são roubados financeiramente por causa desse medo que submete, divide, segrega e humilha os que tem coragem e não sentem medo como ele.



 

    Há trabalhadores que falam português bonito aí, estão sempre nas comissões de "negociação" com a administração da estatal e "cipas", esses levantam a bandeira de luta? Pensam neles próprios ou no coletivo?

   Observem bem: Esses posts são um pedido do Nilo, pedido pessoal do Nilo a mim. Não tenho nenhum interesse nos assuntos Emgepron. Eu já escrevia aqui que as ações coletivas eram fracas, que cairiam, que os trabalhadores não deviam confiar em tribunais e juízes corporativistas.

    A administração-militar da Estatal precisa respeitar direitos, a Constituição Federal. 
Uma das coisas que queria fazer, fiz. "Se mantiver os olhos abertos, até o menor dos homens pode se vingar do mais poderoso" (Puzo): A Estatal estará no banco dos réus por ato de improbidade administrativa, ainda esse ano, respondendo Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho:

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

DGMM e a Renovação do Contrato entre Estatal e AMRJ. Boa sorte a vocês. (Sentença sobre o Passivo).

TURMA DE DESEMBARGADORES PRESIDIDA PELA DOUTORA SAYONARÁ GRILLO JULGARÁ A FAMIGERADA AÇÃO RESCISÓRIA.

UM DOS SÍMBOLO MAIS NEFASTO DE TODO MAU SOFRIDO PELOS TRABALHADORES DA ESTATAL FEDERAL EMGEPRON SERÁ JULGADO:

Dia 30/6/2016, se não houver novo curso no exterior, os Desembargadores do TRT 1 decidirão sobre a Ação Rescisória: Se de um lado estão os injustiçados Empregados Públicos da Estatal Emgepron, do outro está um advogado contrato por mais de R$ 1 MILHÃO E MEIO DE REAIS.




Novo andamento na Ação de Reintegração Coletiva movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos (Sindimetal Rio) contra a Estatal:
Após um mês e oito dias, em que os trabalhadores demitidos aguardam a sentença ser publicada, com justa esperança de que o mal lhes feito pelos Oficiais da Marinha do Brasil  ao eles ao demiti-los ignorando seus direitos sindicais conquistados por sentença transitada em julgado venha ser corrigido, a sentença ainda não foi publicada. 
   
    Aqui fora, não é fácil escrever sobre Emgepron e os desrespeitos contra o Trabalhador. A última, que os quase 600 trabalhadores tiveram, foi a Estatal chegar na hora da homologação da rescisão com a CCT/SINDIREPA, o homologador avisar que está errado e ter de engulir os cálculos fraudulentos feitos contra o sofrido trabalhador (a), isso dentro da Casa que deveria primar pela Justiça.

    Mais qual é  posição de uma pessoa adulta frente à injustiça? Esse é o paradoxo que o Blog se encontra o blog: Covardia de homens poderosos ligados à Marinha do Brasil em total desprezo a Direitos Trabalhistas e Trabalhadores sacaneados, crédulos,  amedrontados.

    Desde o início, o objetivo aqui é denunciar abertamente e chamar os trabalhadores à Luta através da conscientização. Meu ponto de vista é um: não esperar, fazer acontecer.

    Quanto à publicidade dada ao Contrato DGMM e Emgerpro, basta uma busca rápida em Diário Oficial da União e verão centenas de contratos entre a Diretoria Geral de Material da Marinha e Emgepron: Em 2011, o Arsenal de Marinha se declarou em dificuldades para cumprir o Contrato com Emgepron. Até onde me disseram, na época, o DGMM passou a pagar as contas do contrato e uma das exigências foi ajustes financeiros (demissões de funcionários na base da pirâmide). Com isso centenas de companheiros (as) foram demitidos em 2011.

    A partir dessa época (2011), o Olho Vivo encerrou o Blog dele e eu projetei a continuação daquela luta na Web denunciando os desmandos e covardias (2012). Denunciava a péssima higiene e filas enormes expondo os trabalhadores à intempérie da natureza (rancho e filas a céu aberto), denunciava e convocava outros a denunciar comigo. Mas, dentro da Estatal, eu via o pensamento desse homens, mão me fiava em boatos, eu buscava informação. Aqui fora, não possuo forma de continuar essa luta de denunciar; e convocar á luta nunca foi possível.

Abaixo, sentença sobre meu processo do Passivo:
Sentença sobre o Processo sobre Execução da Sentença, na 63ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro: https://drive.google.com/file/execucaodesentenca.
    Ainda tenho feito denúncias contra a Estatal, Arsenal, FEMAR; não só eu, há outro Trabalhador da FAJ, lutando em seu processo, mas denunciando tudo isso. Digo que a Empresa tem calcanhar de aquiles, mas vivemos em país corrupto aonde o judiciário é movido pelo  tráfico de influência assim como todo sistema legal brasileiro o é. E, em alguns casos, a "influência" tem falado mais que dinheiro da corrupção, sendo o efeito de ambos devastadores para obtenção do direito. Tudo isso dificulta o acesso do homem comum à justiça e a cobrar dos Órgãos Fiscalizadores da Lei a fiscalização e autuação necessária a fazer com que os culpados por crimes contra a Constituição Federal sejam responsabilizados duramente.

   Tenho tido prudência em não publicar esses Atos aqui para evitar qualquer mal entendido dos Órgãos acionados por mim e esse não é o objetivo desse Blog: a ideia aqui era fazer com que os Trabalhadores se indignassem juntamente comigo e não temessem esses homens, que tivessem a consciência do mal que eles preparavam.

    Fico realmente surpreso em ter visto trabalhadores não demitidos regozijantes achando que pelo Arsenal não ter renovado o tal contrato com a Estatal, supostamente ser o DGMM o responsável, espalhar informação que tudo vai melhorar: Memória curta, companheiros, ou divulgadores de informação tendenciosa?

    No dia 9 de maio, era preciso que uma Testemunha que não tivesse sido demitida desse depoimento ao juiz: nenhum compareceu. Mesmo aqueles que tiveram votos dos demitidos à CIPA, ou que estavam estáveis por um ano após mandato, não deram seus nomes para ser apresentados ao juiz, nem mesmo compareceram à Audiência (entrei em contato com alguns). Em que ambiente estão? Há forma de luta diante desses quadro?

    Boa sorte a vocês.

    Bem, só quero que vocês saibam, os contratos do DGMM com Emgepron têm acontecido. Nem sempre eles se referem a contrato relativo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e quando tomaram o controle financeiro do contrato, ordenaram demissões bárbaras:





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quinta-feira, 7 de abril de 2016

HÁ VAGAS NO MTE PARA HOMOLOGAR, ENTÃO PORQUE AINDA ESTAMOS ESPERANDO?

    Na imagem compartilhada comigo pelo WhatsApp, print da tela de denúncia feita por Trabalhadora à Defensoria Pública do Rio de Janeiro.
http://www.portaldpge.rj.gov.br/Portal/fale_conosco.php.
    
    Esse Blog não é mero meio de informação, embora em seu bojo contenha isso, ele é um chamado à luta; é trabalho de companheiro. 

    Não é minha visão falar "mal" da Estatal ou de qualquer outra entidade ou órgão, se não tornar pública uma covardia sofrida pelos 1800 trabalhadores cometidas diretamente pelos Militares da Marinha, seja por perseguição, desrespeito à Constituição Federal ou demissão em massa sem motivação. 

    O Último chamado à luta para tornar conhecido o nome da Empresa foi recusado pelos trabalhadores, assim como foram todos esforços de luta que exigiram participação coletiva ( ATO de Doação de Sangue ao HEMORIO, Protestos na Escadaria do AMRJ, Manifestações no TRT). 

    A Estatal tem uma vantagem que a Petrobras e outras grandes Estatais não possuem, o total desconhecimento de seu nome na grande mídia; isso deveria ser quebrado por ações coletivas que tornassem esse nome EMGEPRON notável aos jornais e demais mídias televisivas. Mas, isso não depende desse Blog, isso dependeu de você, leitor:

     E-mail enviado ao Superintendente do Ministério do Trabalho do Rio de Janeiro:
    Mayla, ontem estive no dia 06/4/2016, às 16h, no 14º andar do MTE, na Avenida Presidente Antônio Carlos, 251, com a senhora, para falar da demora excessiva a que os mais de 500 trabalhadores demitidos da Estatal Emgepron estão sendo submetidos e os prejuízos sociais e econômicos que isso têm nos causados.

    Venho humildemente pedir a ajuda do Superintendente.

    Somente venho a senhora por ter tomado conhecimento que parte dos trabalhadores da categoria técnica estão homologando, segundo informação, quase 100 trabalhadores técnicos tiveram suas homologações realizadas (anexo1).

    Infelizmente, os trabalhadores metalúrgicos não estão tendo suas homologações realizadas nem no MTE, nem no Sidicato da categoria. Ressalto que eu e outros trabalhadores vimos isso acontecer na FAJ e solicitamos ao Sindicato dos Metalúrgicos que nosso direito de realizar as homologações no sindicato. Até onde tenho conhecimento, a empresa não voltou a entrar em contato com o sindicato e deixa os trabalhadores metalúrgicos sufocados (vide anexo "Ata").

    Até hoje, nenhum telegrama chegou marcando as homologações das rescisões de contrato, cujas demissões ocorreram em 12/02/2016 (no meu caso, em 15/02/2016, em anexo).

    Quando ligo para o Recursos humanos da Empresa, nos informam que estão esperando vagas no MTE.

    Então, liguei para o xxxxxx, e fui informado que isso não existe lá, pois há vagas sim. Tanto é que marcaram minha própria homologação com a data que quisessem escolher.

    Fui informado pelo MTE que a própria empresa ou o trabalhador pode ligar e agendar as homologações (protocolo de atendimento na Central é 20160002030305, em 06/04/2016).

    Mas, como no mês de setembro de 2015 foi levado ao conhecimento do Superintendente Regional fato semelhante em torno de 150 trabalhadores foram demitidos e que a demora na homologação estava causando a eles sérios problemas de ordem pessoal e econômica, venho pedir a ajuda desse Órgão no caso dos mais de 500 trabalhadores demitidos esse anos 2016. Tudo que pleiteio é poder homologar para dar entrada em meu FGTS e pleitear o Seguro Desemprego.

    Mayla, escrevo por centenas de outros trabalhadores que não estão tendo suas rescisões de contrato homologadas e por muitos que, por terem idade avançada, ou não possuírem facilidade com o mundo digital, não teriam como se reportar a senhora.

    Peço, encarecidamente, que ajude os trabalhadores que, além da demissão, encaram uma demora excessiva em ter seus direitos ao FGTS e, posterior, Seguro Desemprego, em caso de não conseguirem se recolocar ao mercado de trabalho.

   O prazo formal de 120 dias para dar entrada no Seguro-Desemprego está se esgotando, faltam 60 dias, e pode não haver tempo hábil para requerer o benefício Seguro-Desemprego (anexo).

   Mayla, peço sua compreensão por copiar essa mensagem simultaneamente as senhoras Giovanna Anunciação, Chefe do Departamento de Recursos Humanos da Estatal Emgepron, e a senhora Solange (anexo), para que elas possam explicar ou demonstrar ao MTE que eu estou equivocado nesse pleito.


Obrigado.


Essa homologação marcada por mim mesmo é prova que há vagas...

O protocolo acima é prova gravada que o MTE está aberto para homologar os trabalhadores do Rio de Janeiro em Geral.

Isso não quer dizer que a Emgepron vai comparecer, mas é prova que há dolo, caso não compareça.

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terça-feira, 29 de março de 2016

A Audiência em que o Juiz dará sentença sobre a reintegração coletiva solicitada na Ação Movida pelo jurídico do Sindimetal Rio está remarcada para ás 15 horas, dia 09/5/2016, no TRT.

Os Trabalhadores presentes ao ATO de hoje convocam os demais trabalhadores para o ATO durante a Nova Audiência entre Estatal e Juiz. 

A Audiência está remarcada para ás 15 horas, dia 09/5/2016, no TRT. 

    Segundo Jonas, o Perito indicado pelo Juiz, e convocado pela Estatal, irá na Estatal dia 31/3.
        
O Sindicato indicou uma Perita contratada pelo Sindimetal Rio para acompanhar o Perito Oficial.

Abaixo, fotos do Ato promovido por alguns trabalhadores hoje, dia 26/3.



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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

UM DINHEIRO QUE PODERIA ESTAR AJUDANDO, NESSE MOMENTO, O SUSTENTO DAS CASAS DOS PRÓPRIOS TRABALHADORES.


    
    
    QUANTO A MARINHA DO BRASIL COBRA PARA VOCÊ, TRABALHADOR, ALMOÇAR NO RANCHO DAS ORGANIZAÇÕES DA MARINHA?



(Os valores citados abaixo são circunstanciado à interpretação pessoal das informações repassada a mim através do Protocolo 99925000026201588 aberto no site Acesso à Informação ao Cidadão da CGU.)




Resposta ao Pedido de informação que não foi respondida totalmente, infelizmente.
Recurso à Resposta ao Pedido de Informação (imagem anterior) que considerei incompleta.
     Quanto pagamos para Almoçar nos Ranchos do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), Laboratório Farmacêutico da Marinha, Fábrica de Munição da Marinha?
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Agentes Públicos, na Marinha do Brasil, desafiam o Supremo Tribunal Federal(STF): É a Marinha do Brasil X Supremo Tribunal Federal./ Trabalhadores demitidos pelos Fuzileiros Navais, na Fábrica de Munição da Marinha do Brasil, "FAJ", estão sem fazer as homologações das Rescisões de Contrato de Trabalho.

Atenção Trabalhadores que foram demitidos na FAJCMC, LFM e SEDE da Estatal:
A empresa levou cerca de quatro meses para entregar as guias ao funcionário.

Não dêem mole. É ir pra cima deles com tudo que tiver disponível.

Hoje, dia 05 de outubro, às demissões imotivadas voltaram a acontecer no Laboratório Farmacêutico da Marinha "LFM".
A Estatal continua a atuar como se Empresa da Iniciativa Privada fosse.

    Trabalhadores do LFM, entrem no site Acesso à Informação (clique) e peçam informações sobre os balanços financeiros do Laboratório da Marinha, junte com o Áudio em que o Capitão-de-Mar-e-Guerra, Helder Daniel Badiani, afirmou que tais demissões seriam por causa da "Crise da Dilma", são por suposta dificuldade financeira e entreguem ao jurídico do Sindicato e anexem às denúncias às futuras petições ao Ministério Público, se os balanços não condizer com a informação.

    Lutem por seus direitos. 


Ouçam o áudio do Capitão-de-Mar-e-Guerra Helder Daniel Badiani, Diretor do Laboratório Farmacêutico da Marinha "LFM", reunindo os Empregados Públicos e avisando que seriam demitidos para conter "despesas" na Instituição, com o sadismo e sangue frio peculiares: Clique aqui e Baixe o Áudio.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Há somente um último projétil, na agulha, que poderia trazer luz a distorção de direitos trabalhistas dentro da Estatal, se disparado com precisão, é claro.

Quando a Empresa não votou a CCT no Sindicato Patronal por não ter representação, ainda assim tem que cumpri-lo.

   Os amigos mais próximo conhecem meu pensamento pessoal sobre tudo que está acontecendo e sabem que, quanto a Estatal, o acesso autorizado pela  Procuradora do Trabalho Isabella Gameiro da Silva Terzi a documentos das investigações do Ministério Público do Trabalho na Estatal lançou em mim luz que eu não tinha antes sobre a questão e tirou dúvidas que nunca tive, trouxe respostas que nunca havia feito.

   Ressalto que "não tive essas dúvidas e não fiz tais perguntas que obtive por desconhecer a materialidade da questão"; mas, como disse o "Histórico Homem de Nazaré", a mais de 2000 anos atrás: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

   Baseando-se que conhecer a verdade é o mesmo que tirar o homem das trevas, ao mesmo tempo lamento ter tomada parte e gritado coisas que desconhecia quase que completamente. Desconhecia, não que eu seja obtuso para não ter entendido quando se havia explicado, mas por ter enxergado coisas pela ótica parcial apresentadas ou omitidas a mim e a nós. Nisso, culpo a Estatal. Seu silêncio sepulcral e desprezo têm gerado todos os conflitos, uma vez que tudo que os Trabalhadores buscam é tentar resolver de forma pacífica sua situação financeira, têm sido a busca do diálogo. Nesse afinco, aliariam-se a qualquer um que lhes estendessem as mãos. Isso é mais do que natural.

   Sim, sou livre em minha consciência em dizer que a falta de coragem dos Trabalhadores, exceto a coragem daqueles 25 homens, em meio aos 915 Empregados Públicos da Estatal lotados no AMRJ, em defender projetos pessoais, sonhos de futuro e manutenção de suas famílias demostrada nos Atos de Protestos Silenciosos na Escadaria, junto ao Ponto de Ônibus da Estatal no AMRJ, que objetivava chamar a Atenção da Administração da Estatal para a agonia sofrida por nós, me desmotivou.

   Há somente um último projétil, na agulha, que poderia trazer luz a distorção de direitos trabalhistas dentro da Estatal, se disparado com precisão, é claro. Não chego ao extremo da presunção de dizer que poderá trazer solução, pois, como disse um comentarista inúmeras vezes aqui, nos comentários do Blog, tempos atrás: "a época de piquete acabou, Alexandre", mas um ATO Genuíno para demonstrar aos Parlamentares em Brasília, aos Desembargadores, ao Procurador Geral da República em Brasília, que a Estatal contrata profissionais de inúmeras atividades e categorias profissionais mas não respeita o Piso Salarial previsto na CLT, art. 611 (leia o artigo). Sim, isso traria essa luz às trevas que cobrem nossa realidade.

  Companheiros, somente nisso, distorção salarial quando todos na Estatal têm suas Profissões, Técnicos na área de Administração ou em Estruturas Navais, Jardineiros, Metalúrgicos, Advogados, Médicos, Enfermeiros, Serventes, Pedreiros, Seguranças, Cozinheiros, Almoxarifes etc... Estamos certos quando "lutamos" por justiça salarial dentro da Estatal, já nos demais quesitos, até que me provem o contrário, estamos errados (ou meio certos).

   A Estatal presta Serviços diferenciados sem concorrentes sim, assim como os Correios o fazem, e, no caso da Estatal, não somente metalurgia; nisso eu martelei o contrário aqui no Blog e estive errado o tempo todo.

   Só que ela não pode negar que contrata técnicos, mecânicos, eletricistas, torneiros, chapeadores etc., ligados à atividade metalúrgica, como ela mesma reconheceu (leia).

   Entender que o DEST e suas politicas para as Estatais impedem a Estatal de muitas ações em Benefício do Empregado da Estatal (como melhor distribuição da PLR, Reajustes acima do IPCA, por exemplos), até mesmo reconhecer que a Marinha (DGMM/Diretoria Geral do Material da Marinha) tem seu Orçamento limitado para manutenção da Frota da Armada e seus Bens físicos e não há previsão de aumento no Orçamento este ano que justifique os Aumentos Salariais previstos, quando da elaboração do PCS da FIA, e que esse Orçamento da União para ao DGMM/Marinha do Brasil não engloba, diretamente, à mesma proporção, aos Aumentos de mais de 300% nos Salários com faturas do Pessoal da Estatal no Apoio à FAJ, ao LFM, ao Espigão, ao AMRJ etc., de acordo com o que rege o Piso Salarial de suas categorias profissionais, é uma coisa, não reivindicar esses salários justos é outra coisa completamente diferente.

   Como fazer com que a União (MPOG) repassasse o Orçamento (verba) para o DGMM (Diretoria Geral do Material da Marinha) para cobrir essa realidade de disparate salarial?

  Como fazer com que o MPOG tenha essa mesma visão da Distorção Salarial vivida pelos Trabalhadores da Estatal a Serviço da Marinha, ou seja, a Visão de que há inúmeros Profissionais, Técnicos na área de Administração ou em Estruturas Navais, Jardineiros, Metalúrgicos, Advogados, Médicos, Enfermeiros, Serventes, Pedreiros, Seguranças, Cozinheiros, Almoxarifes Motoristas, Vigias, Carta Náuticas (pilotos de lanchas, iates, navios etc.) cujos salários estão incompatíveis com seus Pisos Salariais Profissionais?

  Somente  com um ATO Humanitário genuíno, como o idealizado!

  Um ATO de Protesto Singular, Pacifista como o é, que não causaria distúrbios na Ordem Pública, Caos Urbano no Trânsito... Mas esse ATO deveria contar com com todos esses Profissionais das inúmeras profissões.

   Mas, esbarramos no "MEDO"... 

   Esbarramos na falta de Coragem... Medo que faz o Trabalhador se submeter a baixo salário, ainda que esse medo tenha feito suas famílias sofrerem, até hoje...

   Eu não entendo, e não me permito entender, como pode-se temer quando se sofre?

   Mas esse fenômeno existe e não há nada que se possa fazer. Não há Blog que consigam fazê-los entender que devem reagir ao medo, a falta de coragem.

   O ATO de Doação de Sangue só "seria" (entenda o verbo entre aspas no pretérito imperfeito do indicativo, como quero que seja entendido) sucesso, se todos esses Trabalhadores das Profissões listadas acima aderissem ao ATO de Doação de Sangue no HEMORIO.

  Só seria possível se entendessem esse ATO como forma de Protesto Singular que é. Um ATO Pacífico pouco explorado pelos Sindicatos, na verdade, um ATO Humanitário e Inteligente.

   Agora, somente com os 50 homens e seis mulheres que estiveram presentes no TRT, em 23/9/2014, para Protestar no Dia da Audiência de Conciliação convocada pela Juíza Gláucia, não vai dar. Somente com esses cinquenta homens e seis mulheres que compareceram não podemos fazer essa injustiça ecoar... Não poderemos tornar pública, em Brasília, essa Realidade de Injustiça Salarial vivida por todos os Trabalhadores (a exceção são os cargos comissionados na Administração da Estatal) que nada tem a ver com "Representatividade Sindical do Sindimetal Rio", mas trata-se de uma injustiça latente, presente ainda hoje, e sem previsão de fim.

   A Repercussão viria, até porque o Tema "Estatal Federal" tem sido motivo de curiosidade pela Imprensa e Mídia Televisiva e Virtual, mas há de se ter coragem e assumir os Riscos que podem naturalmente advir daí.

   Sei que há dezenas de homens que esperam esse Dia como Verdadeiros Guerreiros, mas esse ATO é um ATO de Protesto sim, só que ele envolve uma Simbologia Sagrada que queremos explorar com boa intenção à nossa situação que sofremos quando damos nosso Sangue à Marinha do Brasil e sofremos pela baixa remuneração. Acima de um Simples ATO de Protesto, "trata-se de um ATO de Doação de Sangue ao Próximo."

   Não podemos deixar que um ATO como esse seja frustrado, como o que convocamos no TRT, em 23/9/2014, e tivemos vários companheiros que fizeram campanha contra (com motivação pessoal, creio eu).

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