Há somente um último projétil, na agulha, que poderia trazer luz a distorção de direitos trabalhistas dentro da Estatal, se disparado com precisão, é claro.

Quando a Empresa não votou a CCT no Sindicato Patronal por não ter representação, ainda assim tem que cumpri-lo.

   Os amigos mais próximo conhecem meu pensamento pessoal sobre tudo que está acontecendo e sabem que, quanto a Estatal, o acesso autorizado pela  Procuradora do Trabalho Isabella Gameiro da Silva Terzi a documentos das investigações do Ministério Público do Trabalho na Estatal lançou em mim luz que eu não tinha antes sobre a questão e tirou dúvidas que nunca tive, trouxe respostas que nunca havia feito.

   Ressalto que "não tive essas dúvidas e não fiz tais perguntas que obtive por desconhecer a materialidade da questão"; mas, como disse o "Histórico Homem de Nazaré", a mais de 2000 anos atrás: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

   Baseando-se que conhecer a verdade é o mesmo que tirar o homem das trevas, ao mesmo tempo lamento ter tomada parte e gritado coisas que desconhecia quase que completamente. Desconhecia, não que eu seja obtuso para não ter entendido quando se havia explicado, mas por ter enxergado coisas pela ótica parcial apresentadas ou omitidas a mim e a nós. Nisso, culpo a Estatal. Seu silêncio sepulcral e desprezo têm gerado todos os conflitos, uma vez que tudo que os Trabalhadores buscam é tentar resolver de forma pacífica sua situação financeira, têm sido a busca do diálogo. Nesse afinco, aliariam-se a qualquer um que lhes estendessem as mãos. Isso é mais do que natural.

   Sim, sou livre em minha consciência em dizer que a falta de coragem dos Trabalhadores, exceto a coragem daqueles 25 homens, em meio aos 915 Empregados Públicos da Estatal lotados no AMRJ, em defender projetos pessoais, sonhos de futuro e manutenção de suas famílias demostrada nos Atos de Protestos Silenciosos na Escadaria, junto ao Ponto de Ônibus da Estatal no AMRJ, que objetivava chamar a Atenção da Administração da Estatal para a agonia sofrida por nós, me desmotivou.

   Há somente um último projétil, na agulha, que poderia trazer luz a distorção de direitos trabalhistas dentro da Estatal, se disparado com precisão, é claro. Não chego ao extremo da presunção de dizer que poderá trazer solução, pois, como disse um comentarista inúmeras vezes aqui, nos comentários do Blog, tempos atrás: "a época de piquete acabou, Alexandre", mas um ATO Genuíno para demonstrar aos Parlamentares em Brasília, aos Desembargadores, ao Procurador Geral da República em Brasília, que a Estatal contrata profissionais de inúmeras atividades e categorias profissionais mas não respeita o Piso Salarial previsto na CLT, art. 611 (leia o artigo). Sim, isso traria essa luz às trevas que cobrem nossa realidade.

  Companheiros, somente nisso, distorção salarial quando todos na Estatal têm suas Profissões, Técnicos na área de Administração ou em Estruturas Navais, Jardineiros, Metalúrgicos, Advogados, Médicos, Enfermeiros, Serventes, Pedreiros, Seguranças, Cozinheiros, Almoxarifes etc... Estamos certos quando "lutamos" por justiça salarial dentro da Estatal, já nos demais quesitos, até que me provem o contrário, estamos errados (ou meio certos).

   A Estatal presta Serviços diferenciados sem concorrentes sim, assim como os Correios o fazem, e, no caso da Estatal, não somente metalurgia; nisso eu martelei o contrário aqui no Blog e estive errado o tempo todo.

   Só que ela não pode negar que contrata técnicos, mecânicos, eletricistas, torneiros, chapeadores etc., ligados à atividade metalúrgica, como ela mesma reconheceu (leia).

   Entender que o DEST e suas politicas para as Estatais impedem a Estatal de muitas ações em Benefício do Empregado da Estatal (como melhor distribuição da PLR, Reajustes acima do IPCA, por exemplos), até mesmo reconhecer que a Marinha (DGMM/Diretoria Geral do Material da Marinha) tem seu Orçamento limitado para manutenção da Frota da Armada e seus Bens físicos e não há previsão de aumento no Orçamento este ano que justifique os Aumentos Salariais previstos, quando da elaboração do PCS da FIA, e que esse Orçamento da União para ao DGMM/Marinha do Brasil não engloba, diretamente, à mesma proporção, aos Aumentos de mais de 300% nos Salários com faturas do Pessoal da Estatal no Apoio à FAJ, ao LFM, ao Espigão, ao AMRJ etc., de acordo com o que rege o Piso Salarial de suas categorias profissionais, é uma coisa, não reivindicar esses salários justos é outra coisa completamente diferente.

   Como fazer com que a União (MPOG) repassasse o Orçamento (verba) para o DGMM (Diretoria Geral do Material da Marinha) para cobrir essa realidade de disparate salarial?

  Como fazer com que o MPOG tenha essa mesma visão da Distorção Salarial vivida pelos Trabalhadores da Estatal a Serviço da Marinha, ou seja, a Visão de que há inúmeros Profissionais, Técnicos na área de Administração ou em Estruturas Navais, Jardineiros, Metalúrgicos, Advogados, Médicos, Enfermeiros, Serventes, Pedreiros, Seguranças, Cozinheiros, Almoxarifes Motoristas, Vigias, Carta Náuticas (pilotos de lanchas, iates, navios etc.) cujos salários estão incompatíveis com seus Pisos Salariais Profissionais?

  Somente  com um ATO Humanitário genuíno, como o idealizado!

  Um ATO de Protesto Singular, Pacifista como o é, que não causaria distúrbios na Ordem Pública, Caos Urbano no Trânsito... Mas esse ATO deveria contar com com todos esses Profissionais das inúmeras profissões.

   Mas, esbarramos no "MEDO"... 

   Esbarramos na falta de Coragem... Medo que faz o Trabalhador se submeter a baixo salário, ainda que esse medo tenha feito suas famílias sofrerem, até hoje...

   Eu não entendo, e não me permito entender, como pode-se temer quando se sofre?

   Mas esse fenômeno existe e não há nada que se possa fazer. Não há Blog que consigam fazê-los entender que devem reagir ao medo, a falta de coragem.

   O ATO de Doação de Sangue só "seria" (entenda o verbo entre aspas no pretérito imperfeito do indicativo, como quero que seja entendido) sucesso, se todos esses Trabalhadores das Profissões listadas acima aderissem ao ATO de Doação de Sangue no HEMORIO.

  Só seria possível se entendessem esse ATO como forma de Protesto Singular que é. Um ATO Pacífico pouco explorado pelos Sindicatos, na verdade, um ATO Humanitário e Inteligente.

   Agora, somente com os 50 homens e seis mulheres que estiveram presentes no TRT, em 23/9/2014, para Protestar no Dia da Audiência de Conciliação convocada pela Juíza Gláucia, não vai dar. Somente com esses cinquenta homens e seis mulheres que compareceram não podemos fazer essa injustiça ecoar... Não poderemos tornar pública, em Brasília, essa Realidade de Injustiça Salarial vivida por todos os Trabalhadores (a exceção são os cargos comissionados na Administração da Estatal) que nada tem a ver com "Representatividade Sindical do Sindimetal Rio", mas trata-se de uma injustiça latente, presente ainda hoje, e sem previsão de fim.

   A Repercussão viria, até porque o Tema "Estatal Federal" tem sido motivo de curiosidade pela Imprensa e Mídia Televisiva e Virtual, mas há de se ter coragem e assumir os Riscos que podem naturalmente advir daí.

   Sei que há dezenas de homens que esperam esse Dia como Verdadeiros Guerreiros, mas esse ATO é um ATO de Protesto sim, só que ele envolve uma Simbologia Sagrada que queremos explorar com boa intenção à nossa situação que sofremos quando damos nosso Sangue à Marinha do Brasil e sofremos pela baixa remuneração. Acima de um Simples ATO de Protesto, "trata-se de um ATO de Doação de Sangue ao Próximo."

   Não podemos deixar que um ATO como esse seja frustrado, como o que convocamos no TRT, em 23/9/2014, e tivemos vários companheiros que fizeram campanha contra (com motivação pessoal, creio eu).

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