Entenda a realidade na Emgepron.

Entenda a realidade na Emgepron.
Nesse Blog não há intenção de denegrir ninguém. A ideia é tornar pública as injustiças e estimular a luta por justiça. As referências feitas a pessoas são meramente por situações ocasionais e contextuais que ajudam ou, muitas das vezes, dificultam essa tão sonhada justiça, situações típicas de "ligar o milagre ao santo" que a praticou. O Blog se destina a crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre a vitória dos Trabalhadores sobre a Injustiça.

Juíza Gláucia mandando a Estatal apresentar Cálculos dos que não estão na tal "lista" à 21ª VTRJ.

Audiência de Execução do dia 23 de Setembro de 2014

Saque o abono de R$ R$ 724,00. é necessário identidade, carteira de trabalho ou cartão do PIS/Pasep.

Têm direito ao abono de um salário mínimo (R$ 724) os cadastrados no PIS-PASEP há pelo menos cinco anos que tenham recebido até dois salários mínimos nos meses trabalhados. 

Para sacar o abono, é necessário apresentar carteira de identidade, carteira de trabalho ou o cartão do PIS/Pasep.

Dê Preferência.

Foto: Dê preferência.

A Família desse homem o esperava vivo, mas recebeu ele morto. Que haja justiça à família dele.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Informação sobre a Reunião da PLR 2015, sobre o Acordo Coletivo sugerido pela Juíza Gláucia e o PCS da FIA.

    Sobre a reunião entre Estatal e Sindicato para o tal Acordo sugerido pela Juíza Gláucia que visa o fim da agonia sofrida pelos trabalhadores causada pelo arrocho salarial na Estatal:

  Segundo informou Alex, o Sindicato solicitou uma reunião com a Estatal para discutir um possível Acordo, como foi combinado diante da Juíza Gláucia, na Audiência de Execução, dia 23 de setembro de 2014 (ouçam o áudio e leiam a transcrição), mas a Estatal ainda não definiu uma data para esse encontro.

  Sobre a Reunião entre Estatal, SINTEC Rio e Sindimetal Rio para negociar a PLR/2015:

  O Alex, Presidente do Sindicato, informou que a reunião com o Presidente do SINTEC e a Geovanna, chefe do RH da Estatal, marcada para hoje, dia 24 de setembro, na Sede da Estatal, não aconteceu

  No dia 15 de outubro, logo que fui informado pelo Jonas sobre o Ofício da Emgepron convocando o Sindicato para essa reunião de negociação da PLR, eu falei com Jonas que gostaríamos de ter, no mínimo, três trabalhadores presentes à mesa de negociação para defender nosso ponto de vista. O Sindicato protestou e disse não ter tal autonomia para levar esses trabalhadores à mesa de negociação, pois a reunião seria entre pares (paritária, conforme a nova lei da PLR (leia a lei). Segundo a lei, a negociação se dará com pares: Estatal e Sindicato, ou alguém indicado pelo Sindicato, por igual número. 

  Mas, antes de eu ir ao Sindicato exigir que um de nós fôssemos à reunião, o Jorge Paulo do SINTEC me falou que o SINTEC também havia recebido tal Ofício para negociar a PLR e o Presidente do SINTEC representaria os Técnicos da Estatal. 

  Isso gerou em mim a desconfiança de que a Empresa não estivesse jogando limpo com a gente novamente. 

  Gerou a desconfiança que a Administração da Estatal não estivesse sendo séria na negociação, pois, me me pergunto em qual lugar desse processo transitado em julgado pela representatividade dos trabalhadores da Estatal está escrito que o SINTEC Rio, ou qualquer outro Sindicato, exceto o Sindimetal Rio, deve, por direito adquirido,  representar qualquer categoria de profissionais na Estatal? Ainda que os das tais categorias profissionais diferenciadas? 

  O Curiosos é que nem o Sindimetal sabia que o SINTEC havia sido convocado pela Estatal, nem o SINTEC sabia que o Sindimetal havia sido convidado. Tenho para mim que a Estatal queria fazer "surpresa" para eles

  Então vi que não se tratava de uma forma de se chegar a um acordo com o Sindimetal na questão PLR, pois a Estatal sabe muito bem que o Sindicato não iria assinar nenhum acordo para PLR, ainda mais sabendo que na mesma folha do acordo para PLR estaria a assinatura do SINTEC. Seria o mesmo que assinar que aceita que haja outro Sindicato dentro da Empresa. 

  Para o Sindicato, as regras para PLR estão dentro da CCT/SINAVAL, na cláusula 8ª (leia). 

  Mas, com essa nova lei da PLR, caso a negociação para pagamento da PLR resulte em impasse, as partes, tanto SINTEC Rio, Sindimetal Rio ou a própria Estatal poderão aplicar a lei da "arbitragem". Essa lei é aplicada no que couber. "Leia a lei a lei 9.307/96  da arbitragem".

  Outras informações sobre o PCS da FIA:

  Procurei o Pastor Luís Cláudio, eletricista e membro da Comissão da FIA (Luis Cláudio é um trabalhador que admiro muito pela sensatez e inteligência), para entender melhor a reunião que a comissão de trabalhadores teve com o pessoal da FIA, ontem, dia 23 de setembro. 

  Segundo o Pastor Luís Cláudio, o PCS da FIA está em andamento. Para ele, está dentro da normalidade, visto a complexidade sobre o tema e a lei que proíbe a destinação de orçamento público dentro de período eleitoral. Segundo ele, e a previsão do tal PCS continua sendo prevista para o mês de janeiro, ainda que não possa afirmar, mas vê todo esforço para que seja assim.

Trabalhadores, domingo, dia 26, pensem em seus Empregos. Não deem ouvidos à Rede de Esgoto de Televisão.

A Política é criminosa e, para mim, não existem políticos santo. Mas, ainda assim, eles podem prejudicar ou ajudar nossas vidas sociais e trabalhistas.

O candidato do PSDB à Presidente não pensa no Povo e nem nos Trabalhadores. Tudo para ele é a Elite, é o pessoal que tem grana:

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Portanto, levantem a cabeça! Vamos a luta! Os dados ainda estão rolando! Não tem nada decidido.

Meus amigos, vamos ter fé na Justiça dos homens e na de Deus, porque estamos lutando pelos nossos direitos! Não adianta ficar achando que já perdemos! Como diz a letra da música “O tempo não para”: “Os dados ainda estão rolando.

Nós não perdemos nada! E não ficam achando que vai ficar pior! Nós já estamos no fundo do poço.

Sendo assim, eu acredito em Deus. Se ele me deu coragem para lutar contra a injustiça, não vai ser almirante, sindicato, juíza e muito menos os covardes que irão nos derrotar!

Posso apanhar, mas também vou bater. Eu entrei na empresa foi por concurso! Sou profissional.

E não tenho medo de ser mandando embora, não devo nada a EMGEPRON, muito menos à Marinha!

Nós, verdinhos, não podemos ter medo porque Deus está ao nosso lado, e se a porta fechar, abrirão mais duas. É só ter fé!

Portanto, levantem a cabeça! Vamos a luta! Os dados ainda estão rolando! Não tem nada decidido.

Ass: João Carlos.

Fale com a Juíza pelo Facebook dela: https://www.facebook.com/glaucia.zuccarifernandesbraga?fref=ts

A Fundação Instituto da Administração (FIA) e Administração da Estatal Emgepron

A Reunião da Empresa contratada pela Emgepron com a comissão que fez parte da elaboração do PCS da FIA terminou a  pouco tempo atrás:

Segundo Fernando, Nilo e o Jorge Paulo, o representante do SINTEC Rio e membro dessa Comissão do PCS,  não há nada. Nem promessa sobre quando será implantado esse PCS da FIA. 


Segundo o Jorge Paulo, a FIA disse continua "estudando" e "discutindo" junto com aos Almirantes que administram a Estatal,  o prometido plano de cargos e salários (PCS), mas não há nada definido nem previsão a curto prazo para ser implantado. 

Assim que o Blog conversar com os outros membros da comissão e ter uma ideia mais clara sobre essa indefinição da ESTATAL e da Empresa que ela contratou para um fim específico (PCS),  dou mais detalhes.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Porque minha dúvida sobre o julgamento da Juíza Gláucia Zuccari?

É assim que lembro àquela audiência do dia 23 de setembro:
A Estatal zombando da Justiça na cara dos Trabalhadores e da Juíza.
  Na minha penúltima postagem, demostrei toda minha incredulidade com o desfecho que esse processo tende a tomar nas mãos da Juíza Gláucia Zuccari Fernandes Braga. 

  Tomei por base o áudio gravado naquela audiência do dia 23 de setembro.

  (Por favor, ao ler o texto, acompanhem pela transcrição e ouçam o áudio.)

  Desde que entrei nessa empresa, me deparei com o artigo 173, inc. II da Constituição Federal de 1988:

  Art. 173: Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

  Inc. II: A sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadasinclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

  Naquela audiência de execução não dava para ninguém usar "máscaras". 

  Nem Juíza, nem Sindicato, nem Advogados da Estatal, trabalhadores presentes, nem o Militar que representava a Estatal tinham como mascarar suas verdadeiras intenções futuras. 

  Não dava para ninguém usar "máscaras". 

  E, Juíza Gláucia me pareceu disposta a nos jogar nas mãos do DEST/MPOG e da Estatal para fazer um ACT, naquela audiência.

  A Estatal tem uma dívida trabalhista bilionária com os trabalhadores. Não é justo que a Estatal saia dessa saia justa pela tangente manobrando em cima dos Trabalhadores através do Judiciário.

  Quando a Estatal usou o ardil dos tais aumentos superiores ao da CCT/SINAVAL, eu entendi, afinal, somos todos humanos: "Portanto, Constatou a Ré (Estatal), inicialmente, que os Reajustes espontâneos superam os reajustes pretendidos pelo autor (Sindicato)."  "Requer seja reconsiderada a determinação de CUMPRIMENTO do PISO SALARIAL e EXTINTA a EXECUÇÃO."  

  Mas, essa ação demostrou, também, a armadilha que estamos entrando, se a Juíza não julgar a Estatal pelo que ela é: uma empresa cuja atividade é a área naval e nada mais. Isso, de acordo com a CF/88, art. 173, inc. II. Aos 1h 35min 57segdo áudio (ouçam), a Juíza fala à Advogada da Estatal: _ Doutora, a senhora não percebeu: A Emgepron vai discutir a aplicação da Convenção Coletiva (CCT) não pela questão da representatividade de seus empregados, e, sim pela representatividade dela própria que não esteve representada na Convenção (Sinaval)...

  Essa é uma empresa pública de direito privado que atua no mercado nacional e internacional em busca de lucros e que contrata trabalhadores pelo regime celetista e tem para com eles a mesma obrigação que um empregador comum. A União é passiva de ajudar financeiramente qualquer Estatal na folha de pagamento de seu efetivo (leiam na lei 8.112/90, art. 93, §: "As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista, que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal, (...) Incluído pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002),"

  Se a administração dessa Estatal infringiu a lei trabalhista ao ser uma Empresa que atua em área naval e não remunerou seus Empregados Públicos, durante esses 14 anos passados, com salário igual ou superior ao da CCT/SINAVAL e acumulou uma dívida bilionária para com esses homens e mulheres, ela deve responder por isso, como qualquer empregador. Tanto ela como a União devem responder judicialmente por terem lucrado em cima desses trabalhadores públicos durante 14 anos, a fio, e cabe à Juíza Gláucia fazer a sentença dela ter o peso de lei necessário. Cabe à Juíza Gláucia não ficar em cima do muro do "eu acho que", "talvez, se", "não é bem assim...," etc.

  Ela não é inocente quando sentenciou a Estatal (leiam a sentença). Ela sabia o que estava fazendo.

  Minha decepção com a "heroína de toga que endeusei" e em que acreditei é grande.

  Principalmente, quando a Juíza fala que vai dar tratamento judicial à Estatal diferente ao que daria a qualquer outro Estaleiro: Ouçam o áudio aos 19min 18seg: "(...), a Diferença entre esse estaleiro é que ele é civil, é comercial. E a Emgepron, de comercial, ela não tem nada." 

  Vejam, na lei 7000/82, que criou a Estatal, o art. 3º. Cliquem e leiam a lei... Ela fala que o objetivo da Estatal é a busca de recursos financeiros.

  Se a Juíza continuar em cima do muro e forçar os Trabalhadores a negociar um ACT, segundo as regras do DEST e da Estatal, sabemos bem para que lado a balança vai tender:

  O DEST obriga a IMBEL a uma situação semelhante a nossa. É arrocho salarial dos pesados.  Quem se lembra da última greve na IMBEL e pesquisar verá que nada mudou. O DEST/MPOG,  o Ministério da Defesa e o Comando Militar do Leste (exército) mantêm o jugo pesado nas costas daqueles empregados públicos. Ainda que a IMBEL tenha o SINDIMETAL Rio entre mais de dez outros sindicatos, juridicamente,  na muda lá. A intersindical que representa os Empregados Públicos da IMBEL rompe as fronteiras estaduais. O que existe na IMBEL é uma anomalia. Mas a Emgepron só existe no Rio de Janeiro (em São Paulo a Emgepron virou AMAZUL). Porque conosco o DEST/MPOG agiria de formas diferente? O DEST teria cláusulas pétreas, da parte da Juíza, para cumprir? Não é isso que parece, Companheiros.

  Que garantia teríamos que obrigasse o DEST a seguir a Constituição Federal, quando diz que as Empresas Públicas devem obedecer as mesmas regras como se empresas privadas fossem, em questão trabalhistas, se a Juíza não pensar assim...? Agora, se a Juíza não proteger os direitos dos Empregados da Estatal contra o famigerado DEST/MPOG e a intenção da ESTATAL de usar o judiciário trabalhista para perpetuar sua política de sub remuneração de seu efetivo, estaremos fritos nas mãos da Estatal e do DEST/MPOG.

  Se não for por uma sentença vinda do malhete (martelo) da Juíza forçando a Estatal a dançar conforme a música da CF/88, art. 173, inc. II, ficará difícil para nós. Quem tem que dançar conforme a música é a Estatal, não os Trabalhadores. Foi a Estatal quem prejudicou os Trabalhadores.

  A Estatal tem que cumprir a sentença primeira que foi dada e cancelada pela Juíza Substituta, como qualquer outra empresa cumpriria, se não fosse da Marinha e devesse, possivelmente, mais R$ 4 bilhões em dívidas do passivo trabalhistas, isso somente para os que estão ativos. 

  O que me choca é que essa sentença (leiam) foi cancelada por um ardil que não se sustentou frente aos contracheques dos trabalhadores (ouçam o áudio das 1h 20min 07seg aos 1h 25min 16seg)? Como conseguiu convencer uma Juíza?

  A Estatal perdeu em todas as instâncias trabalhistas que recorreu, agora tem que cumprir as regras do Jogo, ou seja, tem que ser condenada de forma definitiva à seguir a Convenção Coletiva de Trabalho. É desleal a Juíza nos obrigar a ficar de novo sob a Batuta do DEST/MPOG.

  O que faz da Emgepron uma Empresa diferente de qualquer outra empresa, para que tivesse o privilégio de receber uma sentença diferenciada da parte da Juíza Gláucia, quando a CF/88, art. 173, inc. II, a coloca em pé de igualdade? 

  Quem é a Juíza para ferir a Constituição e prevaricar contra os direitos dos Trabalhadores da Estatal?

  Se a dívida é pesada demais, a União tem que carregar o fardo com ela. Conforme está previsto na lei 8.112/90. Mas não é isso que a Juíza pretende fazer (ouçam o áudio as 1h 12min 10seg: _ O senhor quer que o Judiciário seja  capaz de expedir um mandado, e fazer um empenho, um arresto, alguma coisa que faça que a União seja obrigada disponibilizar um valor imediatamente pros senhores? 

  Não são os Trabalhadores que devem sofrer pelo erro de administradores de Empresa Pública.

  Realmente, se a Juíza seguir essa linha de pensamento que a Emgepron por ser uma Empresa da Marinha do Brasil tem que ser julgada de forma diferenciada (ouça o áudio aos 17min 38seg: ..., É esvaziar todo o Significado dessa empresa. E toda importância do organismo a quem ela serve, que é exatamente a Marinha do Brasil, para trazer a questão para o âmbito sindical, da metalurgia...) será em detrimento e prejuízo de mais de 1700 trabalhadores.

  Eu me considero derrotado nessa luta em que apostei na Justiça (Juíza) como pilar de minha crença mais profunda. 

  Acreditei que, quando o processo voltasse para as mãos da heroína Juíza Gláucia, os Trabalhadores da Estatal poderiam dormir com a sensação de que a Justiça foi feita.

Agradeço o apoio dado aos Trabalhadores indicados à CIPA pelo Blog. O objetivo é dar a eles a estabilidade presente na CLT, art. 165.

  Blog é grato aos 304 trabalhadores que ouviram o Blog e deram seus votos ao Adilson "cabelo", Nilo Sérgio, Alexandro Marinho e Paulo Sérgio.
Eles fizeram a diferença e acredito que é possível recomeçar a partir desses que ouviram o Blog e votam nesses corajosos trabalhadores.

domingo, 19 de outubro de 2014

Ver a justiça (Juíza) em cima do muro, tem um peso enorme sobre mim.

A lei não é igual para todos. A Juíza Gláucia segue esse mesmo lema.
Estatal contratou um escritório de Advocacia para se livrar da dívida do Passivo e a não reajustar os Salários dos Trabalhadores (leiam a transcrição no 1h 20min 07seg e ouçam o áudio) e conseguiu, até o momento, a não cumprir a convenção (leiam aqui) e só fazer um ACT para, apenas, 1/3 dos trabalhadores (leiam aqui os ardis usados).

  Ver a Estatal convocando o Sindimetal Rio para reunião de negociação da PLR/2015, a princípio parece ser outra vitória. Nada mais do que justo vê-la convocar o Sindimetal Rio para negociar...  Mas ver a Estatal a convocar o SINTEC? Isso só demostra injustiça imperativa pela Administração da Estatal. Só demostra a afronta aos Direitos desses trabalhadores.

 Qual processo pela representatividade dos Técnicos o Sintec Rio travou na Justiça? Então, porque confiar na bondade da Administração da Estatal ao convocar o Sintec Rio para essa mesa de negociação?

Esse Blog continua, mas não sei em qual base me apoiar, já que não acredito na Justiça. Nesse Blog, nunca me apoiei no Sindicato, mas em incentivar a luta dos Trabalhadores, a conscientizá-los de que são empregados de uma Estatal do Governo Federal e merecem serem tratados como tais.

  Nesse Blog, desde o inicio, acreditei na Justiça contra a injustiça, acima de tudo

  Desde o nascimento desse Blog, eu analisava todos os recursos e embargos feitos pela Estatal e as respostas rápidas da Desembargadora Mirian Lippi Pacheco. Eu sempre acreditei que, no "final", quando acabassem todos embargos e recursos, a justiça seria implacável e os trabalhadores sairiam vitoriosos.

  Nossa luta por justiça estava ganha, estava no fim. Qual outro recurso jurídico a Estatal ainda tinha para não estar cumprindo a sentença final? O que ocasionou a mudança de opinião (leiam) da juíza? O que faz com que ela nem mesmo dê sentença definitiva para àqueles 1/3 que ela não considera serem discutíveis?

 Após ouvir o áudio e ter feito a transcrição do mesmo, entendi que a justiça, em que me apoiei, não é tão forte. A posição da Juíza Gláucia sobre como vai tratar a questão dos Trabalhadores da Estatal, nem mesmo tomando uma posição efetiva sobre a questão sindical, me desanimou muito. Na condição de blogueiro, nunca me ative às críticas, eu acreditava na justiça. Acreditava que quando não houvesse recursos para recorrer, a justiça pegaria a empresa pelo "pescoço. Minha surpresa é que a justiça tem sido modesta com a Estatal.

  Não tem cabimento que com o histórico dessa luta, a Juíza Gláucia ainda mandar a Empresa negociar nossos salários. Assim como não é justo que a empresa continue a manobrar apresentando cálculos e planilhas que são desmentidos pelos próprios trabalhadores dos  01h 21min 27seg aos 1h 22min 01seg, na transcrição do áudio, acima. Na hora, eu mesmo a agradeci a juíza a ordem para negociar com a Empresa e DEST, pois são quase duas horas de áudio e a mente humana fixa apenas fragmentos do que está sendo discutido, mas ouvindo a gravação e depois transcrevendo-o para o Blog, confesso, minha decepção, sensação de impotência diante da situação aumentaram.

  Toda minha luta aqui, na qual todos os trabalhadores leitores do Blog são partes, pois esse Blog teve o apoio de vocês na Manifestação 20 de maio e na do dia 23 de setembro, foi baseada na Justiça. Ver a justiça (Juíza) em cima do muro, tem um peso enorme sobre mim. 

  Em toda minha vida sempre tive o pensamento prático, cartesiano, então ver a Justiça fraca diante do poder do Governo Federal, Almirantado que Administra a Estatal e do Comando da Marinha me deixou sem chão. Leia dos  1h 35min 57seg do áudio e transcrição: Juíza fala à Advogada do Sindimetal Rio: "_ Agora, volta àquela questão do interesse público: não se pode tratar uma empresa que tem uma natureza diferente de empresa privada como se empresa privada fosse, está certo? (Leiam a CF/88, art 173, inc. III.

  Como pôde a Juíza dizer isso? Na lei 7000/82, art. 3º (leiam) fala qual é o objetivo da Estatal, que é a busca de recursos financeiros. E a Juíza diz que tratará a Emgepron como uma Empresa não privada... (como dizer "Eu acredito na Justiça!", como dizia antes? Sinceramente, não dá)".

  Quanto ao Ministro da Defesa, ele nunca foi o "chefe" dos Almirantes da Emgepron... Entendi que a posição que ele exerce é semelhante a de uma marionete, uma peça sem independência. 

  O Blog já havia escrito que tinha certeza de que ele era conivente com as mentiras das tais planilhas e reajustes superiores ao da CCT (leiam aqui).

  A força militar dentro do Comando da Marinha e na Estatal Federal Emgepron se mostraram superiores a força da Justiça; se mostraram superiores à Juíza Gláucia Zuccari Fernandes Braga e da Deputada Federal Jandira Feghali.

  O pedido da Juíza Gláucia para que a Empresa reajustasse os salários dos Metalúrgicos ao valor igual aos das terceirizadas não é uma ordem. Não há um sentença objetiva. Isso me preocupa. Ter um Sindicato negociando segunda as regras do DEST/MPOG é ter um órgão da União intransigente impondo seu IPCA (leiam) é preocupante.

  Eu reconheço no áudio a juíza exigir  que a base de qualquer ACT entre Sindicato e Emgepron é o reajuste salarial, mas entendo que os o Escritório de Advocacia contratado pela Estatal está ali para "livrar" a Estatal de qualquer aumento da folha de pagamento (passivo) (leiam a transcrição no 1h 20min 07seg e ouçam o áudio

  Ver a Juíza Gláucia de forma maternal em relação à vontade da Estatal e não aplicando uma sentença que fizesse justiça aos trabalhadores tem sido o motivo de meu desânimo e decepção... Quando sempre escrevi aqui, várias vezes, "eu acredito na justiça, eu me referia a Juíza Gláucia Zuccari". Essa postura da Juíza tem feito eu não escrever aqui no Blog com a mesma esperança e fé efusiva na Justiça.

  Sim, eu sou a favor que o Sindicato faça um Acordo Coletivo para resolver o caos em que vivem os Trabalhadores da  Estatal que têm como base esse salário de R$ 900,00 inicial da Estatal, pois esse salário é vergonhoso, mas tenho para mim que tanto o DEST quanto a Estatal não vão ser tão cordiais nas próximas negociações, e aí? Como será nossa situação? Voltaremos a ter o IPCA aplicado pelo DEST como a única fonte de reajuste salarial?

  Esse Blog está pronto a "criticar veementemente" a política de "não negociação" do Sindicato e da Estatal, mas não tem como dizer que luta por justiça quando a própria justiça está colocando o "galho dentro". 

  Eu confesso que esperava muito mais da Juíza Gláucia que essa atitude de deixar nossos destinos salariais nas mãos da Estatal. Se ela entende que os 539 são os objetos de discussão entre Sindimetal e Estatal, ela deveria ter dado sua sentença para que o reajuste acontecesse, mas isso  não aconteceu.

  Tenho para mim que a Estatal voltará a pedir mais prazo e esse prazo será dado pela Juíza Gláucia. Tenho certeza que a Estatal usará outros meios para continuar a não seguir a CCT, a  não reajustar os salários dos 1/3 que ela diz reconhecer. Seja com argumentos de que continuam a negociar uma saída negociável ou por alguma pressão vinda do alto comando da Marinha, a Juíza se dobrará.

  Espero que todo meu pragmatismo esteja errado, quando, no final desse prazo, a Juíza se mostrar coerente e aplicar sua sentença de forma inexorável e irrecorrível pela Estatal.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Estatal marcou a 2ª Rodada de Negociação da PLR/2015 para próxima sexta-feira, 24/10.

Maurício Ramos deu retorno ao Blog sobre a reunião, de ontem, dia 16/10, para elaboração da PLR entre Estatal, Sindimetal e Sintec:

Produção de efeitoConversão da Medida Provisória nº 597, de 2012)
Altera dispositivos das Leis nos 10.101, de 19 de dezembro de 2000, que dispõe sobre a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, e 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que altera a legislação do imposto de renda das pessoas físicas.


Ofício enviado pela Administração da Estatal ao Sintec e ao Sindimetal convocando-os para participar  de Reunião de elaboração da PLR 2015.
O Maurício informou o Blog que esteve na Sede da Estatal, respondendo a esse ofício, acima, que convocou o Sindicato e o SINTEC para negociar a PLR de 2015. 

Lembro aos Trabalhadores que, pela nova lei 12. 832 que alterou quase toda lei 10. 101, proíbe os trabalhadores de elegerem suas próprias comissões para elaborar, junto as empresas, a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). 

Essa nova lei diz que a negociação será paritária (par), ou seja, Sindicato ou representante indicado pelo sindicato e representante da empresa.

Nesse caso, Geovanna representou a Estatal e o Diretor do Sindicato Maurício Ramos representou os Trabalhadores.

A Estatal apresentou ao Sindicato suas regras enviadas pelo DEST da PLR. A leitura que o Sindicato fez não é diferente da que os trabalhadores eleitos naquela comissão fizeram (leiam).

Maurício entende que as regras são absurdas. As regras do DEST, seguidas pela Estatal, são as mesmas regras aplicadas à Petrobras. Sendo que a PLR da Petrobras chega a R$ 18.000,00 e a PLR da Estatal não chega nem mesmo a um salário nominal (salário recebido mensalmente), as regras tornam-se injustas.

As regras são abusivas, pois exigem do Trabalhador o "heroísmo" para alcançar as metas estabelecidas à PLR.

Regras severas demais. Regras rígidas que prejudicam e tiram direitos dos trabalhadores, com aconteceu esse ano (2/3 dos Trabalhadores ficaram de fora da PLR).

As regras rígidas como essas impostas pela Estatal levam os Trabalhadores ao stress que desencadeia doenças cardíacas, hipertensão que levam a morte prematura do trabalhador.

Notícias do Blog Metalúrgicos da Emgepron

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