Se está difícil vencer os Militares Almirantes que Administram a Estatal, o SINDIMETAL Rio deve rever suas estratégias. / Sobre o Acordo Coletivo na IMBEL feito pela Intersindical que o Sindimetal Rio é parte.

Ministro Ives Gandra Martins Filho.

    Sobre o Acordo Coletivo na IMBEL feito pela Intersindical que o Sindimetal Rio é parte: "Pelo acordo, o reajuste será de 8%, com piso salarial de R$ 1.065,53. O abono salarial terá o
mesmo reajuste e será de R$ 1.080, a ser pago em parcela única. Já a cesta básica e o auxílio-creche serão reajustados em 20%, resultando no valor de R$ 503,32 para a primeira e 300,51 para o segundo". (leia no site do próprio TST).

    Companheiros, é isso que digo: Se está difícil vencer os Militares Almirantes que Administram a Estatal, o SINDIMETAL Rio deve rever suas estratégias. Concordo que um Piso Salarial de  R$ 1.065,53, igual ao da IMBEL, é inaceitável, uma vez que temos uma Sentença Transitada em Julgado.

    No nosso caso, há uma Sentença Transitada em Julgado, desde 2013, que diz que o Sindicato a representar os Empregados da Estatal Emgepron é o Sindimetal Rio. Essa sentença, diferentemente da IMBEL que tem uma INTERSINDICAL, nos dá direito a pleitear a Convenção dos Metalúrgicos em Setor Naval (SINAVAL), ainda que individualmente, como ordenou a Juíza Gláucia, quando disse que era inviável fazer um cumprimento de sentença coletiva para 1700 trabalhadores, sendo obrigação dos que quiserem, fazê-lo pessoalmente (individualmente). É nosso direito o Piso Salarial e os Benefícios e não podemos abrir mão, indo à Justiça buscar esse direito. Não abrir mão de um direito transitado em julgado é o objetivo.

    Agora, o Sindimetal Rio buscar aliançar-se a outros Sindicato para com eles resolver nossa situação com Acordos Coletivos mediados pelos Ministro do Tribunal Superior Trabalho "TST" é outra coisa.

    Porque penso assim: "Tendo o Sindimetal Rio vínculo (se direto ou indireto, não posso dizer) e raízes ligadas ao Partido Comunista do Brasil "PCdoB", que é Base de Apoio ao Governo da Presidenta Dilma Roussef, durante os Três Mandatos do Partido que eles (Sindimetal Rio e PCdoB) apoiam, não não conseguiram nada que beneficiasse os trabalhadores da Estatal, a não ser a liberação histórica dos Impostos Sindicais dos Trabalhadores em favor do Sindimetal Rio, mas para os Trabalhadores da Emgepron não houve qualquer melhoria.

   Penso: E se entrar um Governo de Oposição ao "ideal" do Sindimetal Rio? Como será?

    Companheiros, tem que haver uma aliança entre o Sindimetal Rio e outros Sindicatos com objetivo de levar nossa luta até aos Ministros, Senadores Federais, Câmara dos Deputados. O que não dá é ver a Estatal usando "técnica de Judô" contra o Sindimetal Rio ao usar os pontos fracos deles contra eles mesmos e se sair na boa, diante da Justiça, quando diz que "tenta" fazer um Acordo Coletivo e o Sindimetal Rio não "cede". No caso da IMBEL, eles declaram Greve e os Militares pediram ao TST a intervenção (leia); dessa atitude saiu o Acordo.

   No nosso caso, há uma queda de braços, mas quem sai prejudicado nessa "queda de braços idiota, entre Estatal e o orgulhoso Sindimetal Rio, estão os Trabalhadores mal pagos.

   Na IMBEL, ainda que poucas, haverá mudanças, pela segunda vez, como em 2013 (leia).

   Nossa Situação é de sufoco e a Estatal permanece sempre olhando para bem-estar financeiro da Marinha do Brasil e de costas para a situação de seus Empregados. Com o Sindimetal Rio com a ideia fixa de uma vitória histórica sobre o orgulho Militar que Administra a Estatal e estar absoluto, não repetindo a situação na IMBEL, segue ao sabor das ondas judiciais. Nós, os Trabalhadores, não podemos nos dar o luxo de estar entre o orgulho militar dos Almirantes que Administram a Estatal e nem entre a ideia fixa de o Sindimetal Rio que, pela primeira vez, deseja ter uma Estatal dirigida por militares sendo somente o Sindimetal Rio a impor a regra do Jogo (CCT).

   A Justiça ordenou que quem quiser direito a essa Convenção Coletiva deve ir à Justiça buscá-la. Tudo indica que não virá de mãos beijadas, mas quando virá esse direito?

   Se o interesse do Sindimetal não é números de representados e seus impostos sindicais, como disse o ex-Diretor Jurídico, Wallace Paes, então que se unam e busquem forças sindicais para levar essa luta até o Senado, à Câmara, ao TST. Essa União aconteceu no passado, até onde sei (leia), então pode voltar a ser união, se houver consonância de que o Piso Salarial pleiteado deve ser igual ao da CCT/SINAVAL.

   Se Empresa Pública como a Imbel, gerenciada por Generais têm que obedecer decisões do TST, então a Empresa Pública Emgepron, gerenciada por Almirantes também irão obedecer ao TST.

   Agora, se o SINDIMETAL Rio, tiver força jurídica e política suficientes para "dobrar os Almirantes que Administram a Estatal, tiver forças para lidar com o Antagonismo do Comanda da Marinha sobre a questão representatividade Sindical pelo Sindimetal Rio, aí é outra coisa; só que, até agora, o Sindimetal Rio, não conseguiu vencer a Estatal, não por decisões judiciais, mas uma vitória que a obrigue a pagar salários justos aos seus Empregados Públicos.

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